Trabalhar a autoestima e transformar traumas emocionais tem sido, na minha trajetória, um dos caminhos mais profundos de reconciliação interna. Sempre acreditei que recursos criativos, como as cartas terapêuticas, cruzam a fronteira da mente racional e acessam regiões mais sutis, onde verdadeiramente acontecem os processos de cura. Neste artigo, quero compartilhar minha experiência prática, os fundamentos éticos e a aplicação consciente das cartas para o fortalecimento do senso de valor pessoal, com carinho, respeito e um convite à escuta gentil dos próprios sentimentos.
Fundamentos terapêuticos das cartas: o que realmente importa?
Em todos esses anos no Instituto Flor de Liz, aprendi que o trabalho com cartas terapêuticas precisa honrar quatro pilares: autopercepção consciente, integração emocional, respeito ao ritmo do sistema nervoso e fortalecimento de uma autoestima genuína. Isso significa usar as cartas para revelar, não para confrontar. O principal objetivo é ir além da “motivação” passageira, acessando a essência daquele valor que existe antes de qualquer aprovação externa.
Silêncio também é uma forma legítima de cura.
Nada precisa ser forçado. As respostas surgem no tempo certo, e o silêncio, quando chega, também integra, acolhe e transforma.
Quem pode e deve usar cartas terapêuticas?
No meu modo de ver, cartas terapêuticas são recursos valiosos para terapeutas, psicólogos, facilitadores sistêmicos, profissionais da ajuda e também para uso individual, desde que haja consciência e responsabilidade. O uso isolado não é indicado para casos de traumas severos, crises emocionais profundas, ideação suicida ou dissociação intensa. Nestes casos é fundamental buscar acompanhamento profissional.
- Psicólogos em processos de psicoterapia
- Facilitadores de grupos de autoconhecimento
- Profissionais integrativos
- Pessoas em busca de autodescoberta, com bom suporte emocional
Todo uso pede ética: respeitar limites próprios, interromper quando necessário e jamais forçar elaborações.
Preparando o ambiente: segurança em primeiro lugar
Em todas as abordagens que desenvolvo no Instituto Flor de Liz e nas sessões particulares, acredito que segurança emocional vem antes de qualquer elaboração. Para usar cartas terapêuticas, recomendo preparar um ambiente silencioso, acolhedor, com respiração tranquila e um acordo firme: “Só o que pode ser visto com segurança se apresenta agora”.
A segurança emocional precede qualquer elaboração profunda.
Esse preparo reduz riscos, estabiliza o sistema nervoso e permite que, ao surgir um conteúdo sensível, possamos voltar ao corpo, ao presente, ao chão.

Como usar as cartas na prática: individual, grupo e autoconhecimento
Nas sessões individuais, recomendo retirar uma carta por vez, ler lentamente e observar sensações físicas, pensamentos e emoções. Não aconselho nunca tirar várias cartas em sequência, para evitar sobrecarga.
- Em grupo, cada participante retira uma só carta e o compartilhamento é opcional.
- Jamais deve haver julgamento dos relatos – o grupo não comenta nem aconselha.
- Para autoconhecimento, use as cartas como convite à escrita e reflexão, sem pressa, honrando o ritmo do corpo e as reações que surgem.
Costumo sugerir perguntas facilitadoras para aprofundar o contato: “Onde isso toca no corpo?”, “Isso é antigo ou é algo do presente?” ou “O que pede cuidado agora?”.
Cuidados essenciais e manejo de conteúdos sensíveis
Já presenciei, em casos de memórias delicadas, o quanto pode ser importante encerrar a atividade, focar em respiração e ancoragem (“pés no chão”, “aqui e agora”) e retomar só quando todos se sentem seguros novamente. Estar atento aos sinais do corpo, validar emoções, e nunca acelerar respostas, são princípios que me guiam no uso responsável desse recurso.
O respeito ao ritmo do corpo é sinal de autocuidado e maturidade emocional.
Se durante a prática vierem emoções fortes, sempre retomo a respiração e convido o participante a sentir-se seguro para parar, fazer uma pausa, ou só observar o que está presente sem necessidade de resolver tudo de uma vez.
Indicações e contraindicações: ética e autopercepção
O baralho de autoestima e trauma pode acessar conteúdos intensos ligados à história emocional de cada pessoa, por isso jamais deve ser visto como substituto para psicoterapia, acompanhamento médico ou psiquiátrico. O foco é ampliar autoconhecimento, fortalecer o cuidado emocional e promover integração, nunca realizar diagnósticos ou prometer curas rápidas.
- Indicado: para aprofundar histórias pessoais, criar conexão interna e desbloquear criatividade em processos terapêuticos.
- Contraindicado: uso isolado em crises agudas, ausência de suporte profissional, busca de resultados imediatos ou desejo de confrontações intensas.
Gosto de lembrar: cada pessoa é soberana sobre seus próprios limites.
Benefícios das cartas no fortalecimento pessoal
Ao longo dos anos, vi muitas pessoas se reconectarem com sua essência através de cartas terapêuticas. O processo facilita a escuta interna, a integração de memórias e emoções e, principalmente, o fortalecimento identitário sem pressão para “resolver tudo rápido”.
A autoestima real nasce do encontro com a própria história, sem máscaras nem fugas.
As cartas proporcionam um espaço seguro onde é possível reescrever narrativas, encontrar novos sentidos para antigas dores e aprender, pouco a pouco, a confiar novamente em si. O Instituto Flor de Liz aplica essa ferramenta em vivências, jornadas de autoconhecimento e como recurso complementar ao trabalho psicanalítico, à terapia floral e a outras práticas integrativas.

Como potencializar resultados: integrações criativas e sistêmicas
Na minha experiência com as cartas Imagens que Falam, Imagens que Curam, percebo resultados mais ricos ao integrar elementos visuais, escrita, meditação guiada e dinâmicas sistêmicas. As imagens servem como âncora, trazendo à superfície conteúdos profundos com nova leveza. Combinar cartas com exercícios de visualização ou autorreflexão amplia a capacidade de autopercepção, tornando o processo mais lúdico, seguro e revelador.
O respeito às ordens do amor e a escuta atenta ao campo emocional de cada pessoa ajudam a fortalecer a identidade e ampliar a sensação de pertencimento, que é a base do verdadeiro empoderamento pessoal. Por isso, sempre incentivo práticas integradas e, para quem se sentir seguro, recomendo explorar mais em práticas de autoconhecimento e em vivências com o olhar sistêmico.
Conclusão
Trabalhar autoestima e revisar traumas com cartas terapêuticas é um caminho de retorno à essência, de escuta profunda e fortalecimento da identidade sem pressa e sem rótulos. Na minha trajetória, vi transformações reais acontecerem quando há respeito, cuidado e coragem de olhar para si. Se você deseja se conhecer melhor, venha experimentar nossos materiais terapêuticos, cursos e jornadas. No Instituto Flor de Liz, cada vida é única, e cada história merece ser respeitada em seu próprio tempo.
Perguntas frequentes
O que são cartas terapêuticas para autoestima?
Cartas terapêuticas são ferramentas criativas utilizadas em processos de autoconhecimento, terapia individual ou em grupo. Elas trazem perguntas, imagens ou frases que estimulam a reflexão, facilitam o contato com emoções e ajudam a construir uma autoestima sólida através da autopercepção e integração de partes internas.
Como usar cartas terapêuticas para superar traumas?
O uso das cartas deve ser sempre cuidadoso. Recomendo a presença de um profissional qualificado em casos de traumas mais profundos. No uso pessoal, foque em um ambiente seguro, silêncio, respeito ao ritmo emocional e interrupção imediata se surgirem desconfortos. As cartas servem para revelar aspectos a serem acolhidos, nunca para forçar lembranças ou relatos.
Cartas terapêuticas ajudam mesmo na autoconfiança?
Sim, quando usadas de forma ética e respeitosa, promovem escuta interna, revisão de narrativas antigas e fortalecimento do senso de identidade. Elas ajudam a reconhecer qualidades esquecidas e estimular perspectivas de pertencimento e autoaceitação.
Quais cartas são melhores para questões emocionais?
As cartas com perguntas abertas, imagens simbólicas e fraseologias que promovem o diálogo interno são as mais indicadas para questões emocionais. Baralhos desenvolvidos com base na visão sistêmica e que respeitam o ritmo pessoal, como os do Instituto Flor de Liz, tendem a ser mais seguros e abrangentes para lidar com feridas emocionais com profundidade.
Onde encontrar cartas terapêuticas confiáveis?
Baralhos desenvolvidos por profissionais reconhecidos, como os materiais oferecidos pelo Instituto Flor de Liz, trazem toda a segurança e respaldo necessários para o cuidado emocional. No nosso espaço, você encontra cartas, jornadas, cursos e orientações para aplicar esse recurso de forma ética e eficaz.
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