Grupo em círculo com luz em forma de coração conectando três gerações

Ao longo da minha jornada como terapeuta sistêmica, venho me encantando, a cada novo olhar, com os princípios que regem o fluxo profundo das relações humanas. O que move famílias, times, empresas e laços afetivos? O que faz surgir repetições, traumas, amores interrompidos ou prosperidade fluida? Essas perguntas me conduziram, inevitavelmente, ao trabalho de Bert Hellinger e ao conceito que revolucionou a compreensão da vida em sistema: as Ordens do Amor.

Nestes anos de atuação, dentro do Instituto Flor de Liz, testemunhei vidas se transformando ao tocar esses princípios em Constelações Familiares, consultorias e cursos. Sinto que, expandindo o entendimento sobre pertencimento, hierarquia e equilíbrio, abro portas não só para a compreensão racional, mas para o lugar onde nasce a verdadeira cura.

Neste artigo, convido você a descobrir os pilares sistêmicos que governam famílias, relações e organizações. Quero apresentar, com exemplos, histórias e aplicações práticas, como as Ordens do Amor podem ser uma ponte para o autoconhecimento, o crescimento e relações mais saudáveis – seja em sua família, na empresa ou consigo mesma.

O nascimento das Ordens do Amor: um olhar sistêmico para as relações humanas

A primeira vez que ouvi falar sobre Hellinger e suas descobertas, confesso, senti uma mistura de curiosidade e espanto. Como regras tão sutis poderiam explicar padrões que atravessam gerações inteiras? Bastaram poucas vivências em Constelações para perceber, no campo das emoções, uma sabedoria fluindo além da razão.

As chamadas “Ordens do Amor” surgiram da observação terapêutica, especialmente durante acompanhamentos e vivências realizados por Bert Hellinger com famílias alemãs e povos africanos. Ele percebeu que, quando certas leis internas não eram respeitadas, o sistema adoecia. E que havia três grandes forças agindo nessas dinâmicas:

  • Pertencimento
  • Hierarquia
  • Equilíbrio entre dar e receber

Esses princípios não são regras morais, mas leis quase naturais, que atuam silenciosamente. Quando os membros de um sistema (família, empresa ou grupo) respeitam ou violam essas ordens, as consequências aparecem: harmonia, repetição de padrões, sucessos ou adoecimentos.

Pertencemos antes mesmo de existir.

Pertencimento: o direito de fazer parte

Pense em sua família. Agora expanda esse círculo: sua equipe de trabalho, amizades antigas, grupos nos quais você já esteve. Existe algo em comum: todos desejam, de forma inconsciente, permanecer ligados ao sistema. O pertencimento é esse campo que inclui, protege e, ao mesmo tempo, adoece quando alguém é esquecido, excluído ou negado.

O que é pertencimento?

Em meus atendimentos, costumo trazer a imagem de uma tapeçaria. Cada fio, mesmo aquele quase invisível, sustenta o tecido inteiro. Quando um membro do grupo é excluído, seja por vergonha, segredo, aborto, morte precoce ou conflito, o campo sente. E, cedo ou tarde, alguém sentirá o chamado de reparar esse vazio, às vezes adoecendo, repetindo destinos ou trazendo o tema de volta à tona.

Todos que pertencem ao sistema têm igual direito de fazer parte, independentemente do que tenham vivido ou feito.

Como aparecem as exclusões?

Na prática clínica, identifico exclusões de diferentes formas. Cito algumas frequentes:

  • Filhos não reconhecidos
  • Membros falecidos esquecidos
  • Abortos não nomeados (espontâneos ou provocados)
  • Pessoas renegadas por causa de doenças, vícios, escolhas de vida
  • Antigos parceiros/as dos pais desconsiderados
  • Membros demitidos/perdidos em empresas, cujas trajetórias são ocultadas

Cada exclusão instaura uma espécie de vazio. Como resultado, um descendente – normalmente alguém sensível ou que sente “não se encaixar” – pode se alinhar inconscientemente ao excluído:

  • Revivendo sintomas, dores, destinos interrompidos
  • Culpando-se sem motivo claro
  • Sentindo-se deslocado ou sabotando sua felicidade

Círculo familiar unido em torno de uma mesa, várias gerações reunidas Partilhar essas percepções, seja em terapia, grupos ou cursos do Instituto Flor de Liz, tem sido transformador, especialmente quando ajudamos o sistema a reintegrar seus membros, promovendo paz e pertencimento.

Pertencimento nas empresas e organizações

No contexto organizacional, a lógica do pertencimento se repete. Vejo, por exemplo, equipes adoecendo por não reconhecerem a história de fundadores, colaboradores antigos ou processos delicados vividos pela instituição. Quando compreendemos essa dinâmica, conseguimos restaurar a energia do grupo, trazendo maior harmonia e colaboratividade.

Quando se honra o passado e se reconhece a contribuição de cada um, abrem-se caminhos para resultados mais efetivos e ambientes de trabalho mais leves.

Hierarquia: a ordem natural dos vínculos

Hierarquia, para algumas pessoas, soa como rigidez ou opressão, mas, dentro da compreensão sistêmica, ela traz uma leveza surpreendente. Hierarquia trata do tempo e do lugar: quem chegou antes, precede e, portanto, tem prioridade neste campo específico.

No contexto das relações, cada membro ocupa um lugar único, que precisa ser reconhecido e respeitado para que o fluxo do amor se mantenha harmonioso.

Como a hierarquia se manifesta?

Em uma família, os mais velhos vêm antes: avós, depois pais, depois filhos. Entre irmãos, o primogênito precede os mais novos, e assim por diante. Esse “lugar de chegada” não se relaciona com merecimento nem com valor: trata-se de uma ordem natural.

Muitos conflitos familiares que observo surgem, por exemplo, quando filhos tentam “cuidar” dos pais emocionalmente, inversão de papéis chamada “parentalização”. Isso costuma gerar peso, dificuldades nos próprios relacionamentos e até sintomas de ansiedade ou depressão.

  • Pais acima, filhos abaixo: assim o sistema se fortalece.
  • Cada um no seu lugar: essa é a base do respeito sistêmico.
  • Irmãos respeitando sua ordem de chegada.
  • Na empresa: fundadores, líderes, colaboradores antigos e novos.

Repetidas vezes, retorno a esses pontos nos acompanhamemtos e grupos do Instituto Flor de Liz, percebendo como pequenas mudanças de postura podem transformar relações antes carregadas.

Quando cada um honra seu lugar, a ordem é restaurada.

Hierarquia e crises organizacionais

O mesmo princípio aparece em times, equipes e empresas. Quando não se respeita a trajetória dos mais antigos, há rupturas. Por outro lado, líderes que carregam o peso de todos, por não saber delegar ou reconhecer talentos, tendem a adoecer emocionalmente ou a sobrecarregar o sistema.

Em consultorias sistêmicas, testemunhei inúmeros casos de conflitos crônicos solucionados ao compreender a origem desses desequilíbrios de liderança.

Equilíbrio entre dar e receber: fluxos que nutrem e sustentam

Se pertencimento é raiz, e hierarquia é tronco, o equilíbrio entre dar e receber é a seiva que alimenta e faz crescer. Hellinger percebeu que trocas justas fortalecem os vínculos. Quando alguém só dá, ou sempre recebe sem retribuir, o relacionamento enfraquece.

O movimento saudável é aquele no qual todos têm a oportunidade de servir e receber, em ciclos contínuos de troca.

No âmbito familiar, vejo casais que sofrem porque um doa tudo (atenção, afeto, dinheiro) e se sente exausto, enquanto o outro se retrai e não sabe retribuir. Em amizades antigas, frequentemente, desequilíbrios desse tipo levam a afastamentos dolorosos.

  • Em relacionamentos, ambos ganham e ambos perdem, ao longo do tempo
  • Entre pais e filhos, a troca é desigual por natureza: pais doam a vida, filhos precisam repassar adiante
  • No trabalho, colaboradores que contribuem e são reconhecidos prosperam; se o dar é ignorado, surgem desmotivação e conflitos

Dois amigos trocando presentes e sorrisos em uma sala iluminada Equilíbrio na vida prática: exemplos e percepções

Entre as histórias mais marcantes que acompanhei, uma delas é de uma família onde a mãe se sacrificava pelos filhos e marido. Anos depois, adoecida e ressentida, percebeu o quanto esperava receber algo em troca – reconhecimento, afeto ou gratidão –, sem nunca verbalizar.

No campo sistêmico, facilitando Constelações Individuais e em Grupo pelo Instituto Flor de Liz, costumo perguntar: O que você está pronto para dar? E para receber? Só de abrir esse espaço, vidas inteiras começam a respirar alívio.

Lealdades invisíveis: o que alimenta os padrões familiares?

Seria impossível abordar o universo das Ordens do Amor sem falar sobre as lealdades inconscientes, essas forças que costuram destinos familiares, silenciosos, mas poderosos.

Lealdade inconsciente é o movimento, normalmente invisível, de alguém repetir ou tentar compensar aquilo que ficou em aberto no sistema.

Nos estudos sobre heranças familiares e emoções transgeracionais, vemos o seguinte:

  • Netos com o mesmo nome ou profissão de avós “esquecidos”
  • Crianças que carregam sintomas semelhantes aos de irmãos que morreram cedo
  • Pessoas que, sem saber, vivem dívidas antigas ou repudiam o sucesso em nome de ancestrais

Revelar, acolher e honrar essas lealdades é o passo indispensável para quebrar padrões repetitivos, sejam eles emocionais, profissionais ou relacionais.

A cura acontece quando olhamos com amor e respeito para o que foi.

Quando as Ordens do Amor são violadas: sintomas, repetições e consequências

Em meu trabalho com famílias e organizações, já presenciei múltiplos cenários onde o descumprimento desses princípios traz consequências. A seguir, compartilho exemplos recorrentes e suas formas de manifestação:

  • Exclusão de membros: filhos com dificuldades de saúde ou comportamento, repetição de destinos difíceis, bloqueios de prosperidade
  • Hierarquia invertida: filhos ou colaboradores ocupando papéis de “chefes invisíveis”, sobrecarga emocional, afastamentos
  • Desequilíbrio: relações desgastadas, culpa, sensação de vazio ou desvalorização

No âmbito empresarial, detectar um antigo colaborador “apagado” do histórico ou a falta de reconhecimento por fundadores é, de fato, um dos elementos que mais trazem ruído e queda de rendimento.

Ao compreender esses movimentos, torna-se possível buscar soluções práticas – conheça mais sobre essas transformações na categoria sobre Constelação Sistêmica e em conteúdos como dinâmicas sistêmicas de Constelação Familiar.

O papel das Constelações Familiares e Organizacionais

Na fundamentação sistêmica, as Constelações se tornaram uma forma singular e profunda de olhar e resgatar esses princípios. Em sessões, configuramos imagens do sistema e observamos onde há exclusões, inversões ou trocas desequilibradas.

Constelações permitem visualizar, experimentar e transformar em profundidade padrões que, de outra forma, ficariam ocultos à mente racional.

Trabalho tanto com Constelação Individual quanto em Grupo, presenciais ou online. Em alguns casos, também aplico a Constelação na Água – Método Aquarius, para situações de maior sutileza. O que mudou em minha abordagem, depois de milhares de atendimentos pelo Instituto Flor de Liz, foi a clareza de que:

  • Trazer à luz é o primeiro passo da cura
  • O sistema só se reorganiza de fato quando cada um encontra seu lugar e pode ser honrado em sua história
  • Constelações não “culpam” ou julgam, apenas revelam para acolher

Grupo de pessoas de mãos dadas em círculo em sala acolhedora Em situações organizacionais, a visualização de cargos, funções e histórias “escondidas” é libertadora. Gera empatia, clareza, reconexão e resultados mais congruentes.

Aplicações práticas: Ordens do Amor no cotidiano da família

Entender teoria é o primeiro passo. Mas nenhuma transformação acontece se ela não chega à rotina. Compartilho, então, algumas situações reais que surgem frequentemente em atendimentos, cursos e vivências:

  • Mães controladoras ou filhos que tomam o lugar do pai ausente: mostram inversão da hierarquia
  • Filhos que carregam doenças crônicas sem explicação médica clara: indicam, por vezes, uma lealdade inconsciente com antepassados esquecidos
  • Casais com dificuldades de prosperar juntos: podem estar desequilibrados no dar e receber, ou ainda “fiéis” a padrões familiares antigos
  • Famílias que evitam falar de perdas (abortos, suicídios, falências): criam tabus e exclusões que adoecem o campo

Na prática, fazer o movimento de incluir, nomear com amor e honrar a história é um remédio suave, porém profundo.

Tenho visto, nos cursos de formação para terapeutas sistêmicos do Instituto Flor de Liz, como essas percepções, quando compartilhadas em grupo, permitem uma verdadeira alquimia de destinos.

Ordens do Amor no ambiente corporativo: caminhos para empresas saudáveis

No universo organizacional, as Ordens do Amor oferecem um olhar renovado sobre cultura, pertencimento e liderança. Atuei junto a lideranças que, ao compreender esses princípios, conseguiram:

  • Reduzir rotatividade de equipes
  • Aumentar engajamento de colaboradores
  • Restaurar confiança entre sócios e sucessores
  • Lidar melhor com demissões, transferências e reestruturações

Quando os funcionários e suas trajetórias são respeitados, os conflitos vão se diluindo. Quando a história da empresa é honrada, a prosperidade encontra energia para fluir.

Esse trabalho tem crescido através da Consultoria Organizacional Sistêmica do Instituto Flor de Liz, mostrando que o cuidado emocional não é apenas benéfico para indivíduos, mas para o sucesso coletivo.

Exemplo prático: sucessão e pertencimento nas empresas

Atendi, recentemente, um caso de transição familiar em uma pequena indústria. O fundador se sentia “deixado de lado” após o ingresso dos filhos nos negócios, e os colaboradores oscilavam entre gratidão por quem criou a empresa e ansiedade diante dos novos líderes. O segredo foi:

  • Nomear e agradecer o fundador por tudo que foi construído
  • Reconhecer o medo e as inseguranças de todos os lados
  • Ajustar papéis de acordo com a hierarquia natural: quem chega depois ocupa o novo espaço, sem precisar “apagar” o que veio antes

O resultado foi um ambiente renovado, mais leveza nos relacionamentos e uma transição de liderança mais tranquila e respeitosa.

Cura emocional: como as Ordens do Amor contribuem para a saúde dos sistemas

Para quem vive dores repetitivas, conflitos sem explicação ou crises de identidade, o contato com as Ordens do Amor abre uma janela luminosa. Já vi muitos casos em que sintomas aparentemente insolúveis começaram a se dissolver com pequenas mudanças de consciência:

  • Filhos devolvendo o peso emocional de pais e ancestrais
  • Pessoas finalmente se permitindo ocupar “seu próprio lugar”
  • Famílias inteiras aprendendo a incluir os esquecidos
  • Casais recuperando o equilíbrio na troca

Mulher de olhos fechados sorrindo e abraçando a si mesma em ambiente natural Esse processo não é instantâneo nem mágico. Ele pede presença, coragem, e, acima de tudo, respeito ao tempo de cada um. Mas, quando damos espaço, a transformação é real e profunda.

Constelações e recursos sistêmicos: materiais para o autoconhecimento

Ao longo dos anos, percebi que muitas pessoas desejam aprofundar seu olhar sobre as Ordens do Amor mesmo fora do consultório. Por isso, busquei criar, no Instituto Flor de Liz, materiais como cards terapêuticos, baralhos sistêmicos, planners de autoconhecimento, ebooks e diários com roteiros, para que o conhecimento sistêmico possa ser integrado no dia a dia.

Esses recursos surgem nas formações, nas jornadas de Alquimia Sistêmica e cursos como o Atendimento Individual com Constelação na Água – Método Aquarius. Eles oferecem ferramentas para terapeutas e pessoas em transição de carreira levares o olhar sistêmico ao cotidiano, promovendo mudanças reais.

Caso deseje saber mais, recomendo conhecer experiências reais de transformação na transformação de padrões familiares e relacionais.

Respeitando as Ordens do Amor: acolhendo a humanidade em cada história

Chegar até aqui, relendo os princípios sistêmicos, é também um convite ao acolhimento. Afinal, não existe sistema humano perfeito. Nenhuma família, organização ou grupo está livre de falhas, exclusões ou desequilíbrios. O propósito não é julgar, mas reconhecer que todos fazemos parte de histórias maiores, cujos desfechos podemos transformar.

A cura começa com o olhar de amor.

O que a prática cotidiana, seja em atendimentos terapêuticos ou consultorias sistêmicas, me ensinou foi que, ao ajustar pequenas posturas internas, tudo ao redor começa a se reorganizar. Basta um gesto, um reconhecimento, uma aceitação de si e dos outros, para que relações voltem a florescer.

Conclusão: um chamado ao autoconhecimento e à transformação relacional

Em minha caminhada junto ao Instituto Flor de Liz, aprendi que as Ordens do Amor atuam, silenciosamente, em todos os sistemas e relações. Pertencimento nos lembra que todos têm seu espaço. Hierarquia nos ensina a respeitar nossa trajetória e a de quem veio antes. Equilíbrio entre dar e receber mostra que a vida real é feita de trocas, afeto e reciprocidade.

Quando aplicamos esses princípios à nossa família, profissão ou grupos, permitimos um florescimento que impacta gerações. Convido você, leitora e leitor, a olhar para sua própria história com mais curiosidade e ternura. Se sentir o chamado para aprofundar o autoconhecimento, integrar recursos terapêuticos ou conhecer mais sobre Constelação Sistêmica, entre em contato ou descubra nossas experiências, cursos e materiais no Instituto Flor de Liz. Semeie relações mais harmoniosas e cultive a cura em seu sistema!

Perguntas frequentes sobre Ordens do Amor

O que são as Ordens do Amor?

As Ordens do Amor são princípios sistêmicos identificados por Bert Hellinger que regem a saúde e a harmonia das relações familiares e organizacionais. Esses princípios compreendem o pertencimento, a hierarquia e o equilíbrio entre dar e receber, funcionando como leis naturais que, quando respeitadas, promovem bem-estar, e quando violadas, geram sintomas ou desequilíbrios no sistema.

Como funciona o pertencimento nas Ordens do Amor?

No princípio do pertencimento, todos os membros do sistema têm direito igual de fazer parte, independentemente do que tenham vivenciado ou feito. Sempre que alguém é excluído, esquecido ou rejeitado, um descendente pode, inconscientemente, buscar compensar essa ausência. Essa dinâmica afeta tanto famílias quanto equipes ou empresas, demandando inclusão, reconhecimento e respeito mútuo.

Qual a importância da hierarquia familiar?

A hierarquia garante que cada membro ocupe seu lugar correto conforme a ordem de chegada ao sistema. Pais vêm antes dos filhos, irmãos mais velhos antes dos mais novos, e esse respeito fortalece a estrutura familiar. Quando a hierarquia é invertida ou negligenciada, surgem conflitos, doenças e dificuldades emocionais, pois o sistema perde seu fluxo natural de cuidado e autoridade saudável.

Como equilibrar dar e receber nas Ordens?

O equilíbrio entre dar e receber mantém os relacionamentos saudáveis e nutridos. No âmbito dos casais, o ideal é que cada um possa tanto doar quanto aceitar, revezando ao longo do tempo. Com pais e filhos, o dar é naturalmente desigual, já que os pais oferecem a vida, e os filhos devolvem ao mundo ou às gerações futuras. O desequilíbrio produz ressentimentos, fadiga e afastamentos.

Para que servem as Constelações Familiares?

As Constelações Familiares servem para revelar e reorganizar padrões sistêmicos ocultos nas famílias e organizações, promovendo cura emocional e autoconhecimento. Elas possibilitam visualizar exclusões, inversões de papéis e desequilíbrios nas trocas, facilitando a reconciliação e o reconhecimento dos membros do sistema em busca de relações mais saudáveis.


Sayonara Crema

Constelação Sistêmica | Consultoria Organizacional

Psicanálise Clínica | Terapeuta Integrativa | Escritora

📍Serafina Corrêa/RS

📲 (54) 99905 8574 (somente WhatsApp)

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Sobre o Autor

Sayonara Crema

Sayonara Crema é fundadora e diretora do Instituto Flor de Liz, com mais de 20 anos de experiência integrando Constelação Sistêmica, Psicanálise Clínica, Terapias Integrativas e Consultoria Organizacional. Dedica-se a apoiar pessoas e empresas em processos de cura emocional, autoconhecimento e mudança de padrões de vida, oferecendo atendimentos, cursos e materiais terapêuticos que unem visão sistêmica, desenvolvimento humano e qualidade de vida.

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